Decisão assinada pelo desembargador José Paganucci Júnior permite que médicos façam visitas regulares ao local. A defesa alega que o médium tem doença coronária e vascular grave, motivos pelos quais João “necessita de acompanhamento com urgência”


Jessica Santos

Do Mais Goiás | Em: 19/07/2019 às 11:31:59


Médium João Teixeira, o João de Deus, após prisão (Foto: SSP-GO)

Médium João Teixeira, o João de Deus, após prisão (Foto: SSP-GO)

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) concedeu liminar que autoriza a visita de médicos do médium João de Deus ao paciente no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O líder espiritual foi preso em dezembro de 2018, acusado de abusar sexualmente de diversas mulheres durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. O réu nega os crimes.

A decisão dada pelo desembargador José Paganucci Júnior permite que os médicos façam visitas regulares ao local. O Mais Goiás tentou acesso à liminar, mas foi informado, via assessoria do órgão, que mais detalhes sobre o pedido da defesa não serão repassados, pois o caso está em segredo de Justiça.

O advogado do acusado, Alberto Toron, confirmou a decisão favorável e afirmou que os dias das visitas devem ser definidos entre a unidade prisional e os médicos. Na solicitação, a defesa argumentou que o médium é portador de doença coronária e vascular grave, além de ter sido operado recentemente de um câncer agressivo no estômago. Os advogados alegam ainda que o quadro clínico do réu tem piorado em razão da prisão e que ele necessita de acompanhamento médico com urgência.

Conforme expõe a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), uma consulta foi agendada, mas a data e o horário não podem ser divulgados já que são “restritas à segurança penitenciária”. Em nota, o órgão afirmou que o tratamento ofertado à população carcerária goiana é único, sem privilégios ou distinções, resguardados os casos em que há decisões judiciais com determinações diferenciadas a serem executadas pela instituição.

João de Deus é réu em dez processos por abuso sexual e posse ilegal de arma de fogo. Ele sempre negou os crimes sexuais, mas admitiu a posse de armas. O médium alega que não sabia que guardá-las em casa configurava crime.


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